
A síndrome de burnout é um distúrbio
psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho de um
indivíduo. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento
profissional” e afeta quase todas as facetas da vida de um indivíduo.
Ela é o resultado direto do acúmulo
excessivo de estresse, de tensão emocional e de trabalho e é bastante comum em
profissionais que trabalham sob pressão constante, como médicos, publicitários
e professores.
Toda essa pressão, ansiedade e
nervosismo resultam em uma depressão profunda, que precisa de acompanhamento
médico constante.
A tendência é que a síndrome de burnout
se torne cada vez mais comum, sendo que seu diagnóstico é realizado por meio de
uma consulta médica com um psicólogo ou um psiquiatra. Os estudos realizados
sobre estresse, buscam, também, demonstrar que o custo do estresse torna-se
muito mais alto que a sua prevenção .
Os sintomas da síndrome de burnout
podem ser físicos ou psicológicos, sendo que a pessoa pode apresentar:
– Cansaço mental e físico excessivos;
– Insônia;
– Dificuldade de concentração;
– Perda de apetite;
– Irritabilidade e agressividade;
– Lapsos de memória;
– Baixa autoestima;
– Desânimo e apatia;
– Dores de cabeça e no corpo;
– Negatividade constante;
– Sentimentos de derrota, de fracasso e
de insegurança;
– Isolamento social;
– Pressão alta e
– Tristeza excessiva.
O tratamento da síndrome de burnout
pode ser feito por meio de medicamentos para tratar de seus sintomas. E o
burnout requer que o indivíduo faça terapia e acompanhamentos com um médico de
forma constante.
No entanto, existem alternativas que
podem ser utilizadas pela administração para minimizar o impacto negativo do
estresse sobre os funcionários, como por exemplo, maior cuidado na seleção de
pessoal, definição realista de metas, melhor administração do tempo, redesenho
de cargos, maior envolvimento dos colaboradores, ampliação de redes de apoio
social, melhoria na comunicação organizacional, implantação de programas de
bem-estar apoiados pela organização.
Robbins (1999, p. 414) destaca alguns
aspectos a serem observados na administração do estresse, definindo
teoricamente duas abordagens: abordagem individual e abordagem organizacional.
Em relação à abordagem individual, Robbins afirma que algumas estratégias
individuais como implementação de técnicas de administração do tempo, o aumento
de exercícios físicos, o treinamento de relaxamento e a expansão da rede de
suporte social, têm se mostrado eficazes na redução do estresse
profissional.
Quanto à abordagem organizacional,
Robbins (1999, p. 415) explica que vários agentes estressores, como por
exemplo, as exigências de tarefas e papel e a estrutura organizacional são
controlados pela administração, portanto podem ser modificados. Robbins sugere
que a administração deve adotar estratégias que incluem a seleção de pessoal e
colocação no cargo melhoradas, maior envolvimento do funcionário com a
organização, melhor comunicação organizacional e a implantação de programas de
bem-estar corporativos.
Texto escrito por: Roberta Salvadego e Emanuel Leite
Referências:
CORSO,
Kathiane Benedetti; FALLER, Lisiane Pellini; SANTOS, Débora Luíza. SÍNDROME DE
BURNOUT NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS DE SAÚDE E OS VALORES ORGANIZACIONAIS.
COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL, [s. l.], 2020.
OLIVEIRA,
Luciano Oliveira; OLIVEIRA, Simone Machado Kühn. A SÍNDROME DE BURNOUT NAS
ORGANIZAÇÕES. Estudos Contemporâneos em Gestão Organizacional, [s. l.],
2016.
PÊGO,
Francinara Pereira Lopes; PÊGO, Delcir Rodrigues. Síndrome de Burnout. Síndrome
de Burnout, [s. l.], 2015.
ROBBINS, Stephen P. Comportamento
Organizacional. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos
Editora, 1999.